Fisioterapia pós-parto: quando começar e por que é essencial
O nascimento de um filho é um dos momentos mais intensos da vida de uma mulher — e também um dos maiores desafios físicos que o corpo feminino enfrenta. Durante nove meses de gestação e no momento do parto, o assoalho pélvico suporta uma carga enorme. Mesmo assim, a recuperação dessa região raramente é discutida na consulta de puerpério.
A fisioterapia pélvica pós-parto existe exatamente para preencher essa lacuna: cuidar do corpo da mulher depois que o bebê nasce.
O que acontece com o assoalho pélvico no parto?
Durante a gestação, o assoalho pélvico suporta o peso crescente do bebê, da placenta e do líquido amniótico. No parto normal, os músculos e tecidos são distendidos ao limite para permitir a passagem do bebê — um processo que pode deixar marcas mesmo quando tudo corre bem.
No parto por cesárea, embora os músculos do assoalho pélvico não passem pelo mesmo grau de distensão, o corpo ainda carregou todo o peso da gestação, e a cicatriz cirúrgica pode gerar aderências e disfunções que afetam a região pélvica.
Em ambos os casos, a avaliação fisioterapêutica é indicada.
Quando começar a fisioterapia pós-parto?
- Parto normal: a avaliação pode ser feita a partir dos 30 dias após o nascimento
- Cesárea: a partir dos 45 dias, quando a cicatriz já tem uma cicatrização inicial adequada
Não existe "tarde demais". Mulheres que tiveram filhos há anos — até décadas — também se beneficiam do tratamento, pois os músculos do assoalho pélvico respondem ao treinamento em qualquer idade.
Por que a fisioterapia pós-parto é essencial?
1. Incontinência urinária
A perda de urina após o parto é comum, mas não é normal. Muitas mulheres aceitam como consequência inevitável de ter filhos — e convivem com o problema por anos. O tratamento fisioterapêutico resolve ou reduz significativamente esse sintoma.
2. Diástase abdominal
A diástase é a separação dos músculos abdominais (reto abdominal) que acontece durante a gestação para acomodar o crescimento do bebê. Ela não fecha sozinha na maioria dos casos e, se não tratada, pode gerar dores nas costas, instabilidade do tronco e dificuldade para voltar às atividades físicas.
A fisioterapia pélvica avalia e trata a diástase de forma específica, com exercícios que estimulam o fechamento correto.
3. Cicatriz da cesárea ou episiotomia
As cicatrizes podem formar aderências — tecido que "cola" planos que deveriam ser independentes. Isso gera dor, sensação de puxão, dormência e, em alguns casos, dificulta as relações sexuais.
A fisioterapeuta realiza técnicas de liberação da cicatriz que reduzem essas aderências e restauram a mobilidade dos tecidos.
4. Dor pélvica e nas costas
As alterações posturais da gestação, somadas ao esforço do parto e às novas demandas do puerpério (amamentação, cuidados com o bebê), frequentemente geram dores na coluna lombar, na pelve e no sacro.
5. Disfunção sexual
Dor na primeira relação sexual após o parto, ressecamento vaginal (especialmente em mulheres que amamentam) e sensação de que "nada é igual" são queixas comuns. A fisioterapia trata essas condições com técnicas específicas e abordagem acolhedora.
6. Retorno seguro às atividades físicas
Voltar a correr, fazer musculação ou jump sem o preparo adequado do assoalho pélvico pode agravar sintomas existentes ou criar novos. A fisioterapeuta orienta quando e como retomar cada atividade de forma segura.
Como é o tratamento pós-parto?
O tratamento começa com uma avaliação completa — conversa sobre os sintomas, histórico do parto e exame funcional do assoalho pélvico e da musculatura abdominal. A partir daí, é elaborado um plano individualizado que pode incluir:
- Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico
- Técnicas para tratamento da diástase
- Liberação da cicatriz (cesárea ou episiotomia)
- Eletroestimulação quando indicada
- Exercícios posturais e de estabilização do tronco
- Orientações para o dia a dia com o bebê
As sessões têm duração de aproximadamente 50 minutos.
Posso ir com o bebê?
Sim. A Dra. Suellen entende a realidade das mães no puerpério. Se precisar levar o bebê à consulta, não há problema.
Meu parto foi há mais de um ano. Ainda vale a pena?
Sim. O assoalho pélvico responde ao tratamento independentemente do tempo que passou desde o parto. Muitas mulheres chegam à clínica anos depois de terem filhos e conseguem resultados expressivos — inclusive a resolução de sintomas que consideravam permanentes.
Seu corpo fez algo extraordinário. Ele merece o cuidado adequado para se recuperar. Agende sua avaliação pós-parto e conheça o plano de tratamento da Dra. Suellen.
Quer saber se esse tratamento é para você?
Agende uma avaliação em Caçapava, SP.
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